quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Melhor Ano

2014
Se 2014 fosse uma pessoa, eu dava um doce pra ele. Estou muito feliz pelas minhas conquistas, triste por um ano tão perfeito acabar e com medo do ano que vem. Acreditem, eu tenho razões pra isso.
Mas falando de coisas boas, 2014 foi com certeza o MEU ano. Uma das minhas maiores conquistas de 2014 foi o blog, meus amigos, a equipe maravilhosa do CL, os fãs, as coisas que eu fiz na escola e Crystal Land. :,)


EENTÃO FELIZ ANO NOVO
E que 2015 seja como o ano que estamos deixando hoje

Mel especial: Ano Novo

Estávamos todos lá, naquela praia deserta, alguns pulavam em meio as ondas e eu em meio os fogos de artifício coloridos.
Ele me olhava. 
Eu o olhava. 
Todos brincavam. 
Ele me beijou...
...e tirou uma foto minha...


Todos gritavam.

Ander, o mendigo

Não, não é uma série nova kk
Bom, faz tempo que eu queria mais alguém pra formar a equipe do CL (mas ainda sinto falta de mais uma pessoa) e com Ano Novo vem coisas novas. O CL ainda é novinho e tal, mas temos integrantes muito experientes e coisas muito interessantes,  modéstia a parte. Eu gosto de pensar que ainda estamos moldando o blog, nós tínhamos uma ideia central e o rumo foi indo pra um (ótimo) lado, mas não desistimos das ideias antigas.

Mas vamos a novidade.
E eu apresento a vocês O NOVO POSTADOR DO BLOOOG \o/ '-' (isso é mais legal pessoalmente) :(
ANDER
Cara, to muito feliz com a entrada dele no blog, por ser um cara legal, escrever superbem e ser meu melhor amigo :D
Eu já tinha pensado em ele postar aqui e implorei pros outros e todos concordaram de cara (mentira), mas aqui estamos e estamos muito felizes. Tenho certeza que vão gostar dele e de suas histórias. 

Ander e eu nos conhecemos um ano antes do ensino médio, ele era de (não sei onde) e entrou n minha sala com mais uma turminha esquisita. 
Nos sentávamos próximos, mas nunca nos falamos. E eu sempre levava minha pasta de desenhos pros meus amigos verem e tal e um dia ele pediu pra ver. O que eu fiz? Mostrei? Não kkk sempre dizia que ia deixar e não mostrava kkk eu era mal (ainda sou). Até que um dia ele tomou da minha mão e viu. Nós começamos a falar sobre e ele propôs que fizéssemos juntos uma série animada :D
- Mateus, cadê essa série? 
Não sei '-' desistimos assim que nos conhecemos melhor kk tínhamos gostos semelhantes e outros nada a ver
20% semelhante, só pra saber.
Tivemos momentos bom, criamos MUITA séries e HQs juntos.
Uma de zumbis.
Uma super heróis. 
Mohawk.
Uma escola de semi deuses.
Uma de deuses.
Mel :)
E etc.

Quando ele mudou de sala, nos afastamos. Triste, mas ele era um trouxa kk e eu era chato demais. (Somos). Eu dizia que ele era mendigo e sabichão e ele dizia que eu era mauricinho e fresco até que BOOMM.
Nos distanciamos de vez. 

Mas até que um dia estava pensando em mais alguém pra postar e em meio à muitas insistências pra Ju e Gui, me lembrei dele. Corri na sala dele e fizmo convite e ele aceitou. Hoje somos todos amigos (CL todo), criamos bem juntos, somos criativos e estamos felizes com tudo kk que exagero.

Vou encerrando minha parte por aqui, fique com algumas palavras dele rs
E ainda temos mais revelações meu povo >:)


Olá! 
 É um tanto quanto esquisito eu escrever isso, pois é a primeira vez que estou em um blog. 
Meu nome é Ander, como já foi dito, e busco aqui ganhar experiência com meus colegas de post, e com vocês, é claro. Eu já escrevo há cerca de quatro anos, diversas histórias de várias temáticas, mas meu forte é MITOLOGIA, haha. Mas também gosto de certos romances, não importa o cenário.
 Gosto de fazer o leitor sentir-se feliz, com raiva, frustrado.. enfim, que sinta algo pelo que está lendo, e é isso que buscarei fazer aqui. Gosto de saber da opinião de quem lê minhas histórias, e conto com seus comentários aqui, seja uma crítica boa ou ruim. Bom, é isso, nos vemos no meu primeiro post, muito em breve!

Especial de Ano Novo; Um Diário de um Dia-Diário#31.12.14 . . . Um Novo Ano!

Olá Meus Amigos desse Réveillon!
Para celebrar á poucas badaladas de um Novo Ano, o CL decidiu dar um presentinho, na Realidade eu, essa será a estreia da minha nova Série de Auto-Ajuda Diária; Um Diário de um Dia-Diário, que serão dicas e reflexões sobre datas e acontecimentos e serão postados diariamente e nada melhor do que começar pelo fim de um ano, e começar algo totalmente novo por outro. O último Diário termina antes de começar;
Estamos á pouca badaladas de um Novo Ano, 2015!
Oque podemos esperar? Oque pode nos acontecer? Oque vai acontecer? Essas são as perguntas dos indecisos, o básico, mas apenas dou uma dica, é exatamente essa a graça de um novo ano, ter surpresas, ter coisas inesperadas, mas sempre é bom se prevenir um pouquinho, e de fato sou um desses. Já também existem pessoas que temem demais, ou acreditam demais em um novo ano, não que eu desaprove nenhum dos lados, mas de fato, oque só precisamos saber é que, se aproveitarmos o hoje, daqui pra frente, pode acontecer de tudo, então, divirtam-se nesse ano.
A questão de sorte e promessas, isso sempre é algo que bate em nossa cara e nos faz pensar, a maioria adora usar roupas brancas, alguns sempre elegantes, outros sociais e normais, mas de fato, sempre tem umas promessas e coisas pra atrair sorte, como aquele lance de comer 7 uvas e guardar as sementes, aquele de pular as ondas enquanto as badaladas tocam, e de usar roupas brancas, com algo na cor de que signifique algo, O vermelho trás a Paixão, O verde trás a Esperança, e no meu caso, O amarelo trás riqueza, mas o engraçado é que até agora ainda não ganhei, mas algo que não falta é ter Esperanças de um novo ano melhor.
Agora um grande fato que irrita a maioria das pessoas, Prometer e Prometer, e chega o próximo Ano Novo e você não cumpriu nada?!? Alguns dos principais são; Eu vou emagrecer! Eu vou ficar rico! Eu vou passar! Bom, a maioria não arrisca tanto no novo ano, geralmente a rotina diária é mais confortável do que tentar se aventurar, mas na maioria das vezes são coisas simples e fáceis, e a minoria cumpre, mas muitos não, mas é claro, todo mundo tem suas dificuldades e obstáculos, Bom, apenas e infelizmente, As perguntas de Fim da Ano, só podem ser respondidas com outras perguntas mais complexas ainda.
Agora só a última dica e conselho do dia. Sempre pense que vai ser melhor, mesmo que não pareça e você desacredite, mas de fato, a única coisa que podemos ter certeza é que já que tem uma sala, uma praia, ou esse lugar onde você está, estão cheio de pessoas pensando positivo e querendo mais, e tendo esperança, oque tem ter mais um sentindo os fogos-de-artificio.
Espero que tenham gostado. Lembrando que estou estreando agora um Diário de Auto-ajuda, e começarei a ler o livro da Demi, ''Demi Lovato - 365 Dias do Ano; Staying Strong'', e eu me inspirei em fazer algo assim graças á ele, enquanto estou pensando em novas histórias escrevendo-as, além de estar desenhando, vocês terão esse diário simples, porém reflexivo. Adios.

Meu último desenho de 2014

Oi
Vai ser um post rapidinho porque tenho que sair (vou ficar sem wi fi)(coração partido)
Esse foi o melhor ano de todos pra mim e eu só vim mostrar meu último desenho do ano :'(


Sim, esse sou eu (estou com essa roupa agora kk)
E não, eu não sou japonês

Bom, é isso. Mas terão mais posts de Ano Novo e até mais um novo integrante, meu povo kk
Até

Folclore Oculto: 3º Episódio P/2


Olá Leitores. A segunda parte começa agora, com a volta do Curupira, o Protagonismo de Cissa (em uma parte) e maldades do Boto:

Núbia se virou e visualizou um rapaz alto, de porte atlético, com calça e chapéu branco, porém sem camisa.
_ Eh... oi _ disse ela.
O rapaz sorriu e sentou-se ao lado da garota.
_ Parece triste _ disse o rapaz. _ Uma moça bela como tu, não devias ficar assim.
Núbia conseguiu abrir um sorriso.
_ Digas o que lhe ocorreste _ falou o rapaz.
Núbia achara bela a forma como o garoto falava, ela sequer o conhecia, o chapéu branco lhe cobria quase todo o rosto, ainda sim, a menina sentiu-se a vontade em falar sobre o que tinha ocorrido, a briga com Cissa, as amarguras em seu peito. O rapaz foi bem compreensivo e carinhoso, logo ambos se envolveram uma agradável conversa.
_ Você é incrível _ disse Núbia sem pensar.
O garoto sorriu, e que sorriso lindo tinha este. Logo os rostos se aproximaram e o beijo foi inevitável. Com isso, Núbia sentiu seus sentidos lesarem e suas memórias apagarem, como se tudo houvesse sido sugado pelo nada e agora só existisse ela e aquele rapaz a sua frente. O rapaz pôs a mão no queixo de Núbia.
_ Agora você é minha, descendente de Edgar, toda minha _ disse ele.
...
 Cissa estava sentado no chão da varanda de sua cabana, ele olhava o bosque aflito, esperava realmente que Núbia voltasse arrependida, ou melhor, segura, mas nada. Ele também estava cansado de correr atrás daquela garota teimosa, ser herói nunca foi de seu feitio, e mesmo que agora ele estivesse tentando mudar, ainda era de mais ficar ajudando quem não queria sua ajuda. Logo seus pensamentos foram interrompidos por uma mancha laranja que surgiu em velocidade, e só quando parou ao seu lado mostrou forma.
_ Curupira? _ disse Cissa. _ O que faz aqui? De novo?
_ Já se passaram cinco dias _ disse a criatura o encarando, _ esqueceu-se de nosso trato.
_ Sinceramente, sim, esqueci _ disse ele natural. _ Mas eu juro que resolvo tudo outro dia, hoje já estou com problemas de mais.
Cissa pensou que Curupira já teria seus chiliques, berraria com aquela voz irritante, ou faria aquele assobio ensurdecedor, mas para sua surpresa, o monstrengo ruivo só deu de ombros.
_ É, imagino quais sejam os problemas. Eu disse que os outros viriam, não disse, então, vi o Boto no bosque hoje.
O coração de Cissa acelerou.
_ Então ele realmente está aqui? _ perguntou, e Curupira assentiu com a cabeça. _ Droga! Tenho que ir atrás da menina, agora.
O rapaz se levantou em um pulo e Curupira riu.
_ Se estiver falando da descente do Mal, acho que já é meio tarde, eu não vi ele sozinho. O Boto estava com a menina ruivinha, e... é, acho que já era.
Cissa ficou sem reação por alguns segundos então uma fúria o envolveu.
_ Ele a beijou? _ disse cerrando os dentes.
_ Sim, e nem adianta correr atrás de vingança agora. Você sabe, o feitiço só quebra quando o próprio boto quer, você não pode fazer nada.
Cissa não conseguia aceitar isso, ele tinha que salvar Núbia, tinha que haver outra maneira. Ele entrou em sua cabana e foi até a estante. Lá pegou alguns livros e os folheou até achar algo de importante. O Curupira foi logo atrás e ficou só observando Cissa desesperado a procura de respostas.
_ Eu lembro que li algo sobre isso _ dizia Cissa nervoso enquanto folheava os livros.
Curupira balançou a cabeça com uma expressão de quem diz: Pobre coitado.
Ele então fitou o cachimbo de madeira na estante.
_ Nossa. Você ainda guarda isso _ disse ele aproximando as mãos peludas do objeto.
_ Ei! _ disse Cissa. _ Não toque nisso, é a única coisa que guardei de lembrança dos velhos tempos.
_ Aham, claro _ disse Curupira como se aquilo não o convencesse muito.
Logo Cissa achou o que procurava. No livro de mitos antigos, escrito a mão, havia cinco páginas reservada somente ao boto. Lá dizia que havia sim outra forma de quebrar o encanto: “Se a moça em questão já estiver apaixonada por outro rapaz, o encanto do boto pode sim ser quebrado, pelo o encontro da moça com seu amor”.
_ Droga de livro _ disse Cissa jogando este no chão. _ Além de não ajudar em nada, é meloso de mais. Isso aqui é folclore ou conto de fadas? Quem escreveu isso devia estar bêbado.
_ Nossa, que revolta _ disse o Curupira. _ O que o livro diz?
_ Que a menina precisaria estar apaixonada, _ disse Cissa _ o que ela não está!
_ Nunca se sabe _ disse o Curupira. _ Vai desistir?
_ Claro que não! _ disse Cissa avançando para porta. _ Eu vou salva-la, não sei como, mas vou! _ dizia enquanto entrava no bosque.
Curupira só o observava e riu.
_ Se a menina está apaixonada eu não sei, mas que ele está, não tenho dúvidas _ disse a si mesmo. Por fim, resolveu ir atrás de Cissa, mais para ver o circo pegar fogo, do que para ajudar.
Enquanto caminhavam, Cissa contou a Curupira sobre Núbia querer ser zoóloga, isso foi um incentivo a mais para que o Curupira quisesse salvar a garota, é claro que em troca, Cissa teria que cumprir o trato feito a cinco dias atrás, mas o plano já estava montado.
...
Núbia estava com as mãos presas por uma corda, mas prosseguia sorridente, a palavra certa seria samonga. O Boto estava a sua frente acedendo uma fogueira para passar a noite. Eles estavam dentro de uma espécie de caverna que ficava do outro lado da cachoeira.
_ Ainda estou decidindo o que fazer com você, garota _ dizia o boto analisando Núbia. _ Que perversidade seria interessante? O que lhe deixaria traumatizada para o resto de sua vida?
Núbia deu de ombros toda sorridente. E o boto riu.
_ Eu pensei que como neta de Edgar, você seria mais forte, mas estava enganado, é tão tola quanto as outras.
Núbia riu.
_ Você é engraçado querido _ disse ela sorridente e o Boto revirou os olhos.
Logo um assobio ecoou na caverna e o boto colocou as mãos nos ouvidos.
_ O que é isso! _ protestou ele.
Núbia estava preocupada de mais para se preocupar com o som.
_ Querido, está bem? _ perguntou ela tentando toca-lo, mas ele a empurrou para trás.
_ Estou, deixe de ser idiota _ falou o Boto ríspido, ainda sim Núbia sorriu, estava realmente bem retardada.
Logo algo entrou na caverna, e com rapidez sobrenatural começou a correr no teto enquanto gargalhava maleficamente.


_ Curupira! _ exclamou o boto.


Comentem o que acharam. BJS e até.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Como eu faço meus rascunhos de roupas

Mds
Eu estou compartilhando muitas coisas com vocês o_o
Daqui a pouco eu não tenho mais nada pra postar e vocês estão desenhando igual a mim (não que isso seja ruim)(não estou me gabando ok? Kk) Mas lembrando que ter seu próprio traço é ESSENCIAL. E eu gosto de compartilhar com vocês ;)

Mas vamos ao rascunho.
Bom, esse estilo de desenho é bem normal, comum e muitas vezes mais legais que o próprio desenho kk eu os uso como rascunhos pras roupas, é bem útil pra mim. E como é rascunho eu não coloro ("coloro", tá certo isso) eu apenas rabisco na lateral do desenho com a cor da respectiva roupa, fazendo uma sombrinha.


Legais né? Kk
Esse primeiro me lembrou alguém (agora que eu vi) e sei que mais alguém aí também vai saber kkkk (é com você mesmo que eu tô falando kk).
Mas voltando ao assunto, a altura e proporção são bem parecidos com os meus desenhos que não são rascunhos. O diferencial são as pernas finas e o rosto com esses olhinhos bem fáceis e rápidos de se fazer, afinal é um rascunho.

Eu to ensinando tanto vocês (bom, eu espero) que eu queria saber com qual técnica e ver o processo que estão tendo, a equipe do CL estão dizendo que é perigoso colocar meu endereço pra vocês me mandarem T-T kk mas mandem do jeito que quiserem (enquanto eu os convenço que não é taaaão perigoso assim) eu quero muito ver. Adoraria ver também fanarts do Crystal Land, da Mel e tal ;)

(E eu fugi do assunto outra vez)
Mas é isso, turma. Isso não ajudará muito na hora do desenho de vocês, foi só uma maneira de vocês saberem mais de como eu desenho e tudo mais kk
Até a próxima. Ja vou adiantando que vai ter Hey #3 essa semana sobre Proporções à pedidos de seguidores.

E ah, EU DOU UM DOCE PRA QUEM SOUBER QUEM SÃO ESSES DO DESENHO kkk

Folclore Oculto: 3º Episódio P/1

Olá leitores. Quem aí gosta de Romance? (eu... que não). É, eu particularmente, não gosto, mas como meu foco são leitores diversos, tenho que colocar de tudo em minhas historias. Esse Ep de Folclore Oculto terá um toque romântico, mas o humor e aventura com uma pitadinha de terror prosseguirão, então espero que gostem.

O Encanto do Mal.


parte

Depois da noite anterior, Lia parecia mais preocupada, chegou a perguntar para onde Núbia iria, e a resposta foi simples: vou andar e assim foi. Núbia caminhou pelo bosque a procura de Cissa. Depois do que passaram juntos, lutando contra a Mula-sem-cabeça, não se podia mais dizer que Cissa era só um conhecido, ele tornara na verdade seu melhor amigo.
A garota fora até a cachoeira do lago límpido, onde Cissa a levou alguns dias antes, mas não o encontrou, ao invés disso, visualizou o garoto mais belo que já vira em sua vida. Ele nadava no lago, e quando se levantou o sol bateu em seu corpo. Não dava para saber a cor do cabelo, mas era uma bela cor, nem a dos olhos, mas era bonito. Núbia sequer conhecia o garoto, porém estava encantada. Ela se agachou atrás de uma pedra e ficou observando-o. Sem querer pisou em um galho seco, o que chamou a atenção do rapaz.
_ Quem está aí¿
A voz dele também era inexplicavelmente perfeita. Ele deixava Núbia nervosa, ela queria e não queria falar com ele, então resolveu fugir. Ela correu um pouco, mas sem resistir em olhar para trás e acabou tropeçando, o que a fez rolar em uma depressão na mata. Quando conseguiu se levantar, e tirar algumas folhas da cabeça, voltou a caminhar e logo se deparou com uma cabana de madeira.
Nem é necessário assistir muitos filmes para saber que cabanas no meio do mato não é algo legal, mas ainda sim, Núbia não resistiu e foi bisbilhotar o local.
A porta estava aberta, parecia um local antigo, mas não abandonado, na verdade, até era bem agradável. O interior da casa era amplo, com pouca coisa. Somente um sofá num lado, uma mesa com três cadeiras de madeira velha e uma estante do mesmo material do lado oposto com diversos objetos. Havia mais um cômodo, mas só a estante já atraiu Núbia. Eram tantos objetos: imagens de barro meio quebradas, talheres diversos, algumas correntes e algemas parecidas com aquelas usadas na época da escravidão, e em um local reservado, havia uma cachimbo empoeirado, mas colocado na estante com carinho imenso. Núbia ia tocar no cachimbo quando alguém atrás disse:
_ É, você me achou.
Lá estava Cissa encostado na porta.
_ É aqui que você mora? _ perguntou Núbia com olhar de estranhamento.
_ É sim, por quê? Até parece que há algo errado com pessoas que moraram em cabanas no meio da mata. _ Antes que Núbia dissesse algo, Cissa levantou uma mão _ por favor, sem comentários.
Núbia riu.
_ Está bem. Mas então, o que são essas coisas? _ disse ela apontando para estante.
_ Coisas legais. Eu as encontrei ao longo da vida, achei bonito e peguei para mim.
_ Achou ou roubou? _ perguntou Núbia.
_ E não é a mesma coisa?
Núbia resolveu nem comentar. Então a imagem do garoto do lago veio a sua mente e ela sorriu.
_ Do que tá rindo _ disse Cissa ao seu lado. Núbia levou um susto.
_ Você tem que parar de aparecer do nada!
_ Ah não, eu gosto e com o tempo você se acostuma _ disse Cissa, e Núbia bufou. _ Mas e aí, do que estava rindo.
_ Eu só sorri. É que lembrei-me de um garoto simplesmente lindo que vi hoje no lago.
_ Podia ser eu _ disse Cissa. _ Por que eu sou lindo.
_ Não, não era você.
Cissa revirou os olhos.
_ Tá então _ disse ele de braços cruzados. _ Que se sentar? _ disse ele apontando para o sofá.
Núbia deu de ombros, assim ambos sentaram-se.
Infelizmente, Cissa cometeu o erro de perguntar como o tal garoto era, e depois Núbia não parou mais de falar. Dizia o quanto o rapaz era lindo, maravilhoso, enquanto Cissa passava a mão no próprio rosto começando a ficar entediado e nervoso. Até que a interrompeu e a fez perceber que em nem um momento disse exatamente como era o rosto do rapaz, e Núbia admitiu não fazer ideia de como era tal.
_ Então como pode gostar tanto dele? _ exclamou Cissa. _ Menina você não percebe. Está diferente, parece encantada por ele e não é um encanto comum, digo encanto de magia mesmo, bruxaria na verdade.
_ Que? Cissa do que está falando?
Cissa revirou os olhos.
_Sério, eu tenho que te emprestar livros de folclore, você não sabe de nada, menina! Acorda, esse cara que você viu só pode ser o Boto.
Núbia levantou uma sobrancelha.
_ Pra mim você está é com ciúmes _ disse Núbia.
Cissa rosnou e se levantou revoltado.
_ Ciúmes? Ah, fala sério, eu estou pouco me importante por quem você se engraça ou não. Só estou te avisando de algo sério.
_ Que estou encantada pelo Boto? Que idiotice Cissa.
_ Idiotice? Depois de tudo que vimos, de tudo que já lhe salvei, você ainda não acredita em mim?
_ Acredito, mas não consigo pensar que o garoto que vi mais cedo seja uma ameaça!
_ Por que está enfeitiçada!
Núbia revirou os olhos, Cissa estava lhe irritando, mais do que de costumeiro. Ela resolveu ir embora, sem dizer nada, mas Cissa pegou em seu braço.
_ Ei, onde pensa que vai? _ perguntou ele.
_ Não te interessa, só me largue!
Cissa negou com a cabeça.
_ Não enquanto você não me ouvir. Senta aí _ disse Cissa empurrando a menina no sofá.
_ Cissa! _ disse Núbia nervosa. _ Seu grosso!
Cissa que estava de pé, sentou-se ao lado da menina.
_ Desculpa, às vezes é mais forte que eu, gentileza não é algo que Deus me deu _ ele então olhou para cima. _ Se é que ele me deu algo. Mas olha. Eu só quero lhe proteger. O boto não é só o rapazinho bonitinho que se conta nas histórias, na verdade as criaturas do folclore foram muito infantilizadas com o passar do tempo, uma droga, mas as histórias reais sempre são cheia de sangue, violência, e crueldade. Então acredite, o boto não é legal.
_ A lenda diz algo sobre... ele engravidar as indígenas, não é? _ disse Núbia.
_ É, por aí, mas não são só as indígenas, são todas que ele vê e acha interessante, e você é interessante _ disse Cissa com seu sorriso sapeca, mas com o fuzilar dos olhos negros de Núbia seu sorriso sumiu. _ Está bem, sendo mais direto: Ele inicialmente encanta a moça de forma natural, mas depois, se esta beija-lo será submetida a quase uma escravidão! Ela realmente vai fazer tudo que o boto pedir, tudo mesmo e depois, quando ele se cansar vai desfazer o feitiço e a menina volta normal, e lembra somente de algumas partes do que aconteceu, ou não, com ela enquanto estava hipnotizada, mas daí também já é tarde, ela pode já estar gravida contra a vontade e... bem, já vi muitas garota sofrerem muito com isso.
Núbia estreitou os olhos.
_ Você quer dizer que o boto não seduz elas como nos contos, ele... as abusa.
Cissa assentiu.
_ Isso é horrível Cissa! _ disse Núbia por fim.
_ Sem duvida é, por isso você tem que me ouvir, e ficar o mais distante possível do Boto.
Um lado de Núbia acreditava no que Cissa dizia, outro não conseguia temer o rapaz que vira no lago, isso tudo só lhe deixava mais confusa. Porém em um estouro de pensamentos inexplicáveis, Núbia se viu brava com Cissa, não sabia de onde vinha tal raiva, só a sentiu e a expos.
_ Você está louco Cissa! Quer que eu sempre confie em você, mas nunca me diz nada a seu respeito. Você mora numa cabana isolada, no meio do nada, aparece e desaparece quando convêm, parece conhecer todos os monstros desse local, mas você pode até ser um deles!
Cissa levantou as sobrancelhas incrédulo e Núbia em um momento de impulso simplesmente saiu em disparada, Cissa tentou para-la, mas não houve como.
_ Sua Louca! _ exclamava ele enquanto a via correndo bosque adentro. _ Não confia em mim, tudo bem, mas não diga que eu não avisei! Espero que morra também.
Logo os avisos e insultos de Cissa ficaram distantes, Núbia correu mata a adentro, mas sem rumo certo, sua mente girava em devaneios, tudo lhe parecia um pesadelo, como se nada até então fosse real. Sentia uma raiva que fervia em seu peito, mas não entendia por quê. Seus sentimentos estavam confusos e a as ideias também.
Logo se viu na beira do lago límpido outra vez, não sabia exatamente como chegara ali, mas resolveu sentar-se numa pedra qualquer para descansar e ao menos tentar clarear as ideias.

_ Olá _ disse uma voz logo atrás.

Comentem! BJS e até a próxima.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Mel em HQ?

Talvez kk
Voltei às minhas raízes. 
Às raizes da Mel.
Mel (como todos já estão cansados de saber) era pra ser uma HQ e aí está kk
Passei o dia sem wi fi e só com um caderno de desenhos e uma caneta (ótima, vou falar dela no próximo Hey) e deu nisso.

Mas a questão é: FIZ UMA PÁGINA DE UMA HQ, CARA !!
kkkk faz muito tempo que eu não faço isso kk
É uma cena de Mel #3 Peter. A cena final.

Vejam:

Gostaram? Kk
Agora vem a pergunta.
Vocês querem continuação? >:)
Kkk sério, eu adorei fazer e o resultado foi muito satisfatório. 
E vocês conheceram o Pete (como eu o chamo) agora :D. Estou pensando em uma matéria sobre mim e ele (ses vão entender) rs
Mas enfim, comentem o que vocês acharam, se querem que eu continue a história com HQs, se eu faço apenas umas cenas e etc.

E essa parte vai pra Mel #3 ;)

Bjs turma ;)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Folclore Oculto: 2º Episódio, Ultima Parte.

Olá Leitores.
Não leu a parte anterior? Então CLIQUE AQUI. Se leu e quer prosseguir, está no post certo.

A Maldição de Ângela.

(para quem ainda não se tocou que Núbia é gótica, da uma olhada na roupa dela nesse desenho, não dá para ver muito bem por causa dos efeitos, se quiserem o desenho original é só pedir.)

Parte 5 (ultima)

_ O que faremos agora? _ disse Núbia ofegante enquanto corria para fora do cemitério.
_ Igreja _ disse Cissa apertando mais a mão de Núbia, como se essa palavra lhe deixasse nervoso. _ Temos que ir á uma igreja.
Ao entrarem na vila, correram ruas e esquinas procurando uma igreja. Núbia pensou no como aquela vila era diferente da grande São Paulo, onde vivia. Não era movimentada, e podia-se correr que nem louco, se ser atropelado, ao menos as chances eram menores.
Logo ambos chegaram a uma praça matriz e lá estava a bela e branca Igreja.
Os dois olharam para cima. Já escurecia.
_ Ela vai se transformar _ disse Cissa sem expressão _ por completo e mais poderosa.
_ Então vamos logo!
Núbia puxou Cissa para dentro da igreja, mas ele resistiu.
_ Eu não sou bem vindo aí _ disse ele. _ Entra você e fique aí que a Ângela sem cabeça não vai te pegar.
_ Como assim não é bem vindo? Está louco! Você tem que entrar também, se não ela te mata!
Cissa negou com cabeça, parecia nervoso. Núbia usou toda sua força para leva-lo com ela e conseguiu coloca-lo para dentro. Cissa olhou para o chão e o teto, e sorriu surpreso.
_ Eu... Eu consegui entrar!
 _ Por que não conseguiria? _ perguntou Núbia.
_ Por nada, vamos logo procurar uma cruz, isso espanta a Mula.
_ Está bem.
Cissa voltou a pegar a mão de Núbia (pelo jeito ele gostou disso) e juntos foram até o altar na igreja, ao lado havia uma porta branca.
_Será que padre está lá? _ perguntou Núbia.
_ Esperamos que não, por que é para lá que vamos.
Os dois praticamente invadiram o local, que por sorte estava vazio, havia algumas batinas dobradas sobre uma mesinha, junto a taças e objetos costumeiros numa igreja católica.
Cissa e Núbia procuraram pela tal cruz bagunçando o local.
_ Achei! _ disse Cissa.
Núbia foi até ele. A cruz estava no meio das batinas dobradas. Ao tocar em tal Cissa exclamou:
_ Ai!
_ Tudo bem? _ perguntou Núbia preocupada.
_ Sim, sim tudo. Só... Poderia segurar a cruz para mim.
Núbia não quis questionar, ou quis e resolveu não ser a melhor opção, assim simplesmente segurou a cruz.
Logo o som de galopadas rodeou a igreja.
_ Ela não pode entrar? _ perguntou Núbia esperançosa.
_ Até pode, mas isso a enfraquece.
Os galopes ficaram mais pesados. Cissa e Núbia saíram cautelosos da sala onde estavam e ficaram no altar. Logo a Mula-Sem-Cabeça parou na entrada, batente uma das patas dianteiras no chão, e com sua cabeça em chamas. Ela deu alguns passos a frente, mas depois se afastou. Núbia apontou a Cruz e a criatura ficou aflita.
_ Não podemos ficar aqui presos a noite toda _ disse Núbia.
Cissa soava muito, mas não parecia ser de medo, ao menos não da Mula. Ele olhava o teto decorado com gravuras de cristo, e anjos, e aquilo parecia lhe deixar nervoso.
_ Sem duvida não podemos ficar aqui _ concordou ele. _ Vamos mata-la?
_ Não! A criatura pode ser má, mas Ângela não, ela não está controlando o próprio corpo, a própria forma!
_ Tem uma ideia melhor então?
_ Não teria como faze-la dormir? Ao menos até o sol surgir outra vez.
Cissa ficou pensativo.
_ Quebre a cruz _ disse Cissa. _ Lasque ela, deixe-a afiada, temos que furar a Ângela-sem-cabeça com a madeira da cruz, de forma que não a mate, mas tire-lhe o sangue.
Núbia não entendia nada dessas criaturas, mas Cissa parecia especialista por isso não discutiu com a ideia. Não teve outra escolha a não ser quebrar aquela cruz o suficiente até surgir um lado afiado.
_ Tomara que isso não seja pecado _ disse Núbia batendo a cruz contra o chão.
_ Nada feito para o bem é pecado, eu acho _ disse Cissa.
Infelizmente Núbia não tinha força o suficiente, então, com certo lamento Cissa pegou a cruz e quebrou ele mesmo. Porém, a Mula, que não era tão Mula assim, aproveitou-se do distraio dos jovens e entrou na igreja, no início suas pernas tremeram, mas mesmo com dificuldade, ela avançou aos jovens. Na hora exata Cissa conseguiu fazer uma lasca afiada de madeira. Ele tentou ameaça-la, mas ela relinchou (por onde não se sabe) e suas chamas aumentaram quase queimando Cissa. Nisto os dois jovens correram em volta do conjunto de bancos da igreja. Cissa era ágil o suficiente para fugir da criatura, Núbia não.
_ Núbia volte para salinha do padre, eu a distraio.
_ Não! _ disse Núbia, mas era tarde. Cissa pulou por cima dos bancos, chamando atenção da mula com ofensas e gracinhas. Logo a Mula foi mais rápida e pulou em cima de Cissa quebrando muitos bancos. Cissa estava encurralado, mas por um feliz instante Núbia e Cissa sentiram que suas mentes estavam conectadas e assim tiveram a mesma ideia. Cissa rapidamente jogou a estaca e Núbia que já corria em sua direção a pegou no ar e quando se aproximou, com as duas mãos e toda a força passou a estaca improvisada na pele grossa da Mula. A mula gemeu, de forma estranha e assustadora. Inicialmente pareceu que todo o esforço fora em vão, mas logo o ferimento começou a sangrar. A mula cambaleou, Cissa se levantou rapidamente e afastou-se desta. Depois de muitos gemidos e berros, a mula caiu no chão, e suas chamas ficaram mais fracas.
Cissa olhou Núbia por alguns segundos depois sorriu.
_ Obrigado menina, você não é fraca, não.
Núbia riu, estava aliviada, sentiu vontade de abraçar Cissa, mas se conteve, simplesmente disse.
_ Por nada.
Repentinamente a Mula-sem-cabeça ardeu por completa em chamas. Cissa e Núbia arregalaram os olhos, mas quando as chamas cessaram, deram lugar a uma mulher franzina deitada e encolhida no chão.
_ Ângela! _ disse Núbia.
A mulher tremia, mas ao menos estava viva. Cissa correu para a salinha do padre na igreja, para procurar um cobertor ou algo assim, pois Ângela estava praticamente nua, com somente alguns trapos que cobriam seu corpo.
Já agasalhada, Ângela se sentou em um dos poucos bancos que sobraram e ficou em sua costumeira postura amedrontada.
_ Está bem? _ perguntou Núbia.
_ Já estive pior _ disse Ângela em um sussurro.
Núbia olhou para fora e estava tudo escuro, ainda era noite. Não conseguia intender o que tinha acontecido. Ângela já não estava com os olhos em chama e nem parecia o tipo devoradora de crianças cadáver, mas como?
_ Como voltou ao normal? Está noite ainda. Isso é possível?
Ângela, a própria Mula-sem-cabeça, deu de ombros, já Cissa:
_ Eu não achei que fosse possível, pois, sabe, há muitas versões de várias criaturas, e nunca dá para saber qual é real, mas... Uma vez me falaram que se tirarmos sangue da Mula-sem-cabeça, já transformada, se quebra a maldição. Eu nunca acreditei muito nisso, mas pelo jeito...
Os olhos de Ângela brilharam.
_ Vocês... Quebraram minha maldição? Quebraram para sempre, sempre, sempre?
_ Acho que sim _ disse Núbia.
Surpreendentemente, Ângela sorriu, um sorriso verdadeiro, sincero. Pela primeira vez ela realmente estava feliz, alegre e viva. Não disse nada, e nem precisou, a felicidade e agradecimento de Ângela estavam na cara.
_ Agora vamos sair daqui antes que o padre chegue _ disse Cissa.
Núbia olhou em volta, eles realmente destruíram a igreja.
_ É, acho melhor _ disse ela.
Ângela assentiu concordando e ainda sorridente.

E assim, ao menos aquela noite foi encerrada.


Comentem o que acharam! Semana que vem postarei o terceiro ep da série, que terá o Boto de uma forma bem mais má do que de costume, a volta do Curupira, e a maior parte da historia se voltará mais para Cissa pois Núbia estará... bem, vocês iram descobrir isso semana que vem. BJS e até a próxima.

A antiga Candace & Lembrando vocês

E aí gente? Ses tão bem?

Semana passada (acho) eu postei um desenho antigo da Mel e não satisfeito de humilhação, voltei pra mostrar a Candade kk
Esse desenho abaixo eu fiz no mesmo dia que o da Mel. Se lembram que eu disse que fiz um pra cada personagem? Então, tá aí o da vilã mais irritantemente linda das minhas histórias. :')

A cabeça está enorme, saia muito curta e etc (contaminado por MH kk), mas tirando isso, não tem muita diferença da atual, desde às roupas à aparência. 
Ela não sofreu muitas alterações ao longo dos anos.


Ela com roupas de llíder de torcida.
O uniforme não mudou quase nada (o que me deixa surpreso) só acrescentei as mangas.
Compare: (e chore)

Atual:

Meu estilo de desenho mudou muito (está bem óbvio). O meu jeito de desenhar o cabelo é uma das grandes mudanças, dá pra ver pela quantidade kk, e as canelas finas que foram propositais (mentira).
E sem falar que é a primeira vez que vocês a vêem :D linda né?

E falando nisso, tenho que lembrar a vocês
Eu postei à algum tempo, um pedido pra vocês escolherem a sua cena favorita de cada edição da Mel pra eu ilustrar E VOCÊS NÃO PEDEM, TURMA.
Era uma forma de todos interagirem na história e eu saberia o que vocês estão achando e tal. Podem pedir quando quiserem, onde quiserem (nas minhas postagens, claro kk) e o que quiserem.
Fiquem a vontade pra fazer o que quiserem (mentira, tudo n).

E se viram alguma coisa em algum dos desenhos, pergunte que eu faço mais um Hey (que eu to morrendo de vontade de fazer mais um kk).
;) Falowe

Folclore Oculto: 2º Episódio P/4

Olá leitores. CLIQUE AQUI se não leu a ultima parte, e desfrutem da 4º agora. ;)

A maldição de Ângela

Parte 4

Ângela entrou em uma capelinha em ruínas que havia no cemitério e desceu as escadas em caracol até a catacumba, com gavetas empilhadas, quatro de cada lado, caixões de uma família inteira. Núbia foi jogada para aquele cubículo, Ângela entrou logo depois, fechou a portinha de madeira que separava os locais dos caixões do altar da capelinha.
_ O que fará comigo? _ perguntou Núbia amedrontada.
_ Ainda não sei _ admitiu Ângela. _ Mas sei o que farei com esses gêmeos _ disse ela olhando para duas gavetas ao lado. Ela as abriu, depois fez o mesmo com os pequenos caixões que ali haviam. O terrível odor de carniça percorreu o local e Núbia teve que segurar o vomito. Logo Ângela tirou do caixão um bracinho pequeno, de criança, que já estava se decompondo e começou a devora-lo. Dessa vez Núbia não teve como segurar, e vomitou, o que piorou ainda mais o fedor do lugar. (sim, a palavra fedor existe)
_ Ângela, você não é assim, para com isso _ implorou Núbia. Mas a cozinheira a ignorou e voltou a procurar o que restara da criança no caixão.
_Ah, pouca carne _ reclamou Ângela e fechou o caixão. Logo abriu o outro e sorriu satisfeito.
_ Esse morreu só um dia depois, mas está bem mais conservado.
_ Eu pensei que você só comesse... crianças, na sua forma mula-sem-cabeça _ disse Núbia tentando distrai-la, pois não queria vê-la devorando outros restos mortais, ainda mais preservados.
_ Devia ser. Mas eu quero poder, muito poder e é assim que conseguirei.
Ângela introduziu a mão no caixão e com certo esforço, arrancou uma perna de lá. Grande parte na carne já estava podre, mas ainda se via um sapatinho branco com lacinho negro que a criança usava. Antes que Ângela devorasse aquilo também, Núbia disse:
_ As pessoas falam muito sobre a mula-sem-cabeça, mas nunca contam sobre como ela surgiu. Você poderia me contar?
Ângela pareceu desconfiada, mas contou-lhe assim mesmo. Pôs a perninha da criança cadáver de volta no cachão e contou a Núbia a origem da mula-sem-cabeça.
_ Há quem diga que mulheres que se casam ou namoram com padres, são amaldiçoadas a se transformar em mula-sem-cabeça, quem sabe essa versão também seja verdadeira, mas a maldição da minha família é diferente, começou com uma muito, muito antiga ancestral. Ela era uma senhora da época colonial brasileira, a mais rica e bela da região, mas como para todos, o tempo passou, e ela sentiu a velhice chegar. Isso a revoltou, ela não queria de forma alguma envelhecer, e sua obsessão pela eterna juventude fora tanta, que ela fez um pacto com o próprio Capeta! Ela comeria criancinhas de vez em quando e isso lhe traria juventude, e assim foi por anos! Mas um dia, esta deu a luz a uma criança, o qual nomeou de Gabriel, e o diabo lhe disse que para renovar o pacto feito, teria ela que se alimentar do próprio filho! E ela se recusou, é claro, e o Capeta não gostou, assim amaldiçoou a mulher a se transformar todas as quintas feiras em uma fera, com corpo de mula, e cabeça em chamas e enquanto ela estivesse nessa forma, não pouparia ninguém e causaria o mal.
_ Isso é horrível _ comentou Núbia.
Ângela assentiu.                                                          
_ E quer saber o que aconteceu quando ela se transformou na criatura?
_ Sinceramente não...
_ Ela devorou o próprio filho!
_ Sério isso? _ disse alguém do outro lado da portinha. Logo tal se quebrou e Cissa pulou para dentro da catacumba. _ A mulher deu todo esse chilique para não matar o filho, e no fim ela matou o filho? _ disse ele incrédulo. _ Nessas horas eu não culpo as pessoas de não gostarem do folclore brasileiro. E do capeta também.
Núbia riu, não só pelo sarcasmo de Cissa, mas pelo simples fato dele estar ali, como sempre, para ajuda-la.
Ângela o fitou, como se o conhecesse, mas não conseguisse lembrar no momento.
_ Quem é você? _ perguntou ela enfim.
_ Eu! _ respondeu ele abrindo os braços, da mesma forma que fez com o Curupira. _ Bem, mas estou sem tempo para apresentações. Se não se importar, vou levar a menina ruiva comigo, tá.
Cisa se aproximava de Núbia, mas Ângela chiou.
_ Muito engraçadinho. Mas a menina é minha! _ disse Ângela.
_ E você a comprou por acaso? _ disse Cissa de braços cruzados. _ E outra, o que você faria com ela? Não tem utilidade nem uma pra você.
_ Posso decora-la viva! Vingarei-me de Edgar e ainda conquistarei mais poder!
_ Edgar não se importa com a menina, então você não vai vingar em nada o cara. E ela não é criança, então novamente, a morte dela será em vão.
Ângela se pôs a pensar.
_ Mas ela é jovem, deve valer algo _ concluiu.
Cissa revirou os olhos
_ Eu acho, em minha humilde opinião, perca de tempo. Se eu fosse você, terminava de devorar essa criancinha e deixava a menina ir embora.
_ Nunca! _ bradou Ângela
_ Que pena _ lamentou Cissa. _ Então vamos para o plano A. _ Tanto Núbia quanto Ângela fizeram expressão interrogativa. _ De Água benta, _ prosseguiu ele com seu sorriso sapeca.

Logo ele tirou da camisa um vidrinho com um liquido que ao tocar a pele de Ângela, a queimou. Enquanto esta se contorcia de dor, Cissa apanhou o braço de Núbia e em seguida ambos fugiram.

Comentem  o que acharam que eu posto a ultima parte hoje mesmo, ao entardecer.
BJS

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Boas Festas de toda a Crystal Land


E um beijo pra quem quiser ;)

Mel Especial: Natal

Natal.
O que seria o Natal? Uma data especial? Um dia de ganhar presentes?
Para mim é bem mais que isso, era o meu tempo de ficar com toda a minha família reunida. Mas esse ano seria diferente, meu Natal foi assim:
Lá estava eu deitada de cabeça pra baixo em minha cama com o celular grudado na cara, em uma tentativa quase frustrada de conseguir uma passagem para a minha antiga casa. Meu pai não pode vir me buscar, então eu estava apelando pra todos os lados, eu tinha que passar o Natal com a minha família. Tia Brenda também iria, mas meu novo tio a convenceu de passar esse dia com sua família. 
Eu já achava estranho passar a véspera de Natal com os meus tios, imagine com toda a família dele?
Quero a MINHA família, os MEUS amigos, MEU Natal.
Continuei implorando pra atendente me arrumar uma passagem inexistente em um voo inexistente. Estava literalmente me enganando, não haviam voos à tempo, e os que tinham se atrasariam por causa das grandes tempestades. Não as de neve, mas tempestades mesmo, estava chovendo muito aqui, não ver neve nessa época me perturba um pouco.
Já liguei pra minha mãe, já chorei pro meu pai e eles juraram que iria dar tudo certo. Eu já estava conformada quando:
- Senhorita, um voo acabou de ser liberado - Disse a atendente com uma voz alegre. Talvez por estar feliz por eu finalmente poder ir pra casa (eu havia contado toda a minha situação pra ela, tadinha) ou feliz por eu ter conseguido o que queria e parar de choramingar no ouvido dela. 
- Liberado? - Pulei da cama, liberado? Como assim? Pensei em vez de perguntar - Liberado? Como assim? - Perguntei enfim.
- Sim, acabamos de ser avisados de um voo que pensamos estar atrasado, mas não estava - Ela riu, adorei ela.
- Uhuull - Gritei me esperneando. 
- Seu voo sai às 18:43 - Disse.
- Ok, que específico - Estranhei. 
- O que disse? - Ela perguntou sem entender, ou só queria que eu repetisse pra ela ter certeza que eu estava questionando o trabalho dela.
- Nada - Respondi rindo sem graça - Muitíssimo obrigada - Desliguei. 
Depois de me espernear mais ainda liguei para todos os meus parentes e amigos para avisar a grande novidade. Para eles não era grande coisa, mas para mim era um milagre em forma de...não sei, era milagre.
Comecei a arrumar minhas coisas, malas, roupas e meu look de Natal. Separei um vetido vermelho e rodado, com uma fita em um vermelho mais forte e renda como mangas, lindo. Como eu chegaria lá em cima da hora, decidi me arrumar e ir pronta.
Tinha 5 horas até o meu voo, então tratei de avisar meus tios sobre minha viagem de última hora. 
- Tia, eu vou pra casaaaa - Disse enquanto descia a escadas, segurando no corrimão "sensualisando" e cantarolava em uma música de Natal.
- Eu sei, eu já falei com o seu pai - Tia Brenda disse sorrindo. 
- Mas já? Eu falei com ele há pouco tempo - Estranhei.
- Ele me ligou assim que você ligou pra ele - Minha tia deixou uns embrulhos de lado e começou a prestar mais atenção em nossa conversa, ainda sorrindo.
- Porque? - Perguntei. 
- Melanie, ele é meu irmão, ele me conta coisas - Se gabou.
- Ok - Ri alto.
- Qualquer coisa sobre sua viagem, me fale.
- Pra você contar pro meu pai? - Coloquei as mãos na cintura e fiz careta. 
- Sim - Ela riu - Seus pais também tem planos sabia? - E continuou seus embrulhos. 
Parei um pouco, séria. Nesse tempo todo só pensei em mim, não parei pra pensar que meus pais também tinham coisas planejadas. E se eu estraguei tudo? Eu fui fútil, e o Natal não se trata disso.
Fui saindo de costas, ainda olhando para minha tia, subi as escadas rapidamente e entrei no meu quarto. Peguei meu celular e fui deslizando minha lista telefônica até encontrar alguém que possa saber sobre os planos dos meus pais. Passei por vários tios, primos, alguns vizinhos até que cheguei na letra T e encontrei a pessoa perfeita. 
Quem é a pessoa mais fofoqueira, curiosa e "sabe tudo" que eu conheço? 
Tim ! Não pensei duas vezes. 
- Alô - Coloquei minha unha entre os dentes enquanto esperava uma resposta. 
- Olha só - Disse Tim com aquela típica voz escandalosa - Se lembrou dos amigos é? - Me provocou. 
- Não se impolga, só quero uma informação - Brinquei.
- Haha ta bom - Tim respondeu sarcasticamente. 
- Como você está amigo? - Perguntei rolando na cama e sentindo saudades.
- Estou bem, e louco pra te contar "as últimas" - Riu.
- Outra dia Tim - O cortei - Preciso mesmo de informações - Disse dessa vez séria.
- Se estiver ao meu alcance... - Tim respondeu.
- Você sabe alguma coisa dos meus pais? 
- Sei que eles tem uma filha que esquece os amigos - Ele não conseguia falar sério, impressionante.
- Tim, é sério - Ri - Você sabe de algum plano que eles tinham pra esse Natal?
- Bom, eu sei que eles iriam aproveitar que você não está mais aqui pra fazer uma coisa diferente - Fiquei chocada com o que ele disse.
Eu estava prendendo meus pais? Eles sempre quiseram fazer coisas diferentes? Se eles quisessem, era só falar. Me sentia culpada.
- Nossa - Pensei alto - O que eles queriam fazer? - Perguntei. 
- Eu acho que era uma viagem - Respondeu.
- Ok, obrigada Tim.
- Me liga mais, estou com saudades. 
- Eu também. Tim !
- Oi.
- Eu te amo - Uma lágrima escorreu em meu rosto.
- Eu também te amo, Mel - Tim sorriu (sei disso por causa do som abafado de seu sorriso).
- Feliz Natal - Desliguei.
Eu não podia fazer isso com os meus pais, não podia priva-los disso. Eu não estava mais lá, mas eles continuavam fazendo coisas por mim, está na hora de viverem por eles.
Estava decidida. Iria cancelar meu voo.
Havia parado de chover, eu não conseguia ligar mais pra ninguém com a minha linha, então desci e dei a triste notícia à minha tia.
- Se você quer assim... - Disse tia Brenda e me deu um abraço - É Natal, Mel, tudo ficará bem.
- Sim - Disse encostada em seu ombro.
- Há males que vem para o bem - Ela disse isso e minhas lágrimas desciam.
Tia Brenda sabia de alguma coisa?
- Vamos sair às 23:00 tudo bem? - Ela segurou minhas bochechas e eu assenti.
Fui me arrumar, tomei meu banho, chorei um pouco, coloquei o vestido, chorei mais um pouco, fiz cabelo e maquiagem e chorei um pouquinho mais. Já pronta, me olhei no espelho, com os olhos inchados e decidi que não ficaria mal. Forcei um sorriso e respirei fundo.
Ninguém merece receber uma garota estranha em sua casa na noite de Natal e vê-la emburrada, triste e com a maquiagem borrada. Fiquei totalmente pronta, fisicamente e espiritualmente, desci pra encontrar nem um quinto de minha família que me esperavam frente a porta.
- Estou pronta - Forcei outro sorriso. 
- Você está linda, Mel - Disse meu tio.
- Vocês também - Disse ajeitando o cachecol dele. Tia Brenda fez um carinho no meu braço e sorriu. Eu entendi que tudo vai ficar bem, e eu comecei a ficar.
- Só vamos pegar nossos casacos e já vamos - Eles foram fazer o que disseram quando olhei pela janela. 
- É neve?? - Estranhei. 
Não pensei duas vezes e fui pra fora constatar. Fazia um frio extremo mesmo sem neve, com neve então, estava prestes a congelar. 
- Pelo menos uma coisa pra se assemelhar ao meu antigo Natal - Pensei
Olhei para o céu, abri os braços e comecei a rodopiar. Isso me lembra a minha infância, flash backs invadiam minha cabeça, eu estava totalmente domada por minhas lembranças. Minha mãe me levando pra patinar, meus avós nos visitando, meus primos e eu fazendo anjos de neve, meu pai me carregando em suas costas. Abri os olhos, coloquei a língua pra fora e senti um pequeno floco gelado nela.
Suspirei e reparei em algo estranho, já havia um boneco de neve mesmo com pouco tempo nevando, e o mais estranho de tudo era um dos que o Tim fazia (com a cenoura no lugar errado, era obsceno). Ri. Logo ao lado um pinheiro pequeno e simples, sem enfeite algum, comecei a ir em direção a eles.
Entre os dois, havia um presente, com embrulho rosa e fita amarela. Olhei para os lados para ver se era de alguém, não vi ninguém na rua.
Me agaixei, encarei o presente e sem abri-lo, senti uma coisa muito forte. Apenas segurei, suspirei, sorri e os vi.
Toda a minha família. 
Todos estavam lá, assim que os vi todos riram, alguns choraram, Tim e Jessie gritaram.
- Aaaaaaaaaaargh - Não conti meu grito/choro/riso. 
Todos nos abraçamos juntos.
- Pai, mãe, vocês não iriam viajar? - perguntei chorando de felicidade. 
- Sim, e viajamos - Mamãe respondeu, meu pai riu com lágrimas nos olhos. 
Nos abraçamos, logo meus tios saíram.
Como tia Brenda disse: "Há males que vem para o bem".
E foi bem isso. O meu pior Natal virou o melhor em um piscar de olhos. 
Entramos.
Cantamos.
Comemos a ceia.
Agradecemos.
Trocamos presentes. 
Bati no Tim por esconder isso de mim.
E foi o típico Natal de toda a família. Só amor
Decoramos a árvore que estava lá fora sem enfeites algum e eu abri meu presente, uma colagem de fotos de todos da família e amigos comigo. 
Espero que todos os outros sejam assim
Feliz Natal.
Feliz Natal da Mel pra todos.
(Queria que ela fosse real) T-T mas uma coisa que aprendemos com essa história é que: NÃO PODEMOS TER TUDO QUE QUEREMOS
mentira, aprendemos que: HÁ MALES QUE VEM PARA O BEM (minha mãe me disse isso quando meu celular deu indícios de estragar, depois disso não saiu mais da minha cabeça) kk
 
Boa noite

Crônica de Natal: Caça ao Presente.

Olá leitores. Trago-lhes uma Crônica que conta uma historia natalina bem interessante.

Ainda me lembro daquele episódio no mínimo mordaz, em que Leo, um garoto de família humilde, resolveu caçar o Papai Noel. Ridículo? Quem sabe, mas o menino tinha seus motivos. Aos 9 anos de idade, nunca ganhara um presente de verdade, eram coisas simples, isso quando recebia algum. Seus pais eram pobres de mais para presentear o filho como ele queria, mas não era assim que este entendia a situação. Ele se lembrava do que os outros diziam sobre um tal velhinho, fornido, e barba branca, que saia voando em um trenó magico, puxado por renas, entregando presentes a todas as crianças boazinhas. Ele era bonzinho, por que não ganhava presentes também? Por que aquele velho gordo não me dá presentes? Pensava ele. Pois naquele ano, 1989, Leo decidiu, que ganharia sim, algo de natal, nem que tirasse isso a força do pobre velhinho.
Lembrou-se do tio Ted, que tinha uma mau pratica de caçar, algo que Leo sempre achou vil, porém agora lhe parecia oportuno. Naquela noite, Leo entrou a morada do tio, cuja casa era próximo a dele, e pegou algumas armadilhas de urso, somente três, as levando para casa. De noite, quando todos já tinham ido se deitar, Leo Colocou as armadilhas em baixo das janelas quebradas, por onde era obvio que o Papai Noel entraria, isso se o velho viesse, o que era provável em partes. Sim, ele veio algumas vezes, mas lhe trouxera coisas tão pobres, nada que Leo quisesse.
Leo ficou a espreita atrás do sofá rasgado da sala. E esperou, esperou, esperou... Seus olhos pesaram, seu corpo ficou mole e o garoto se entregou ao sono.
Acordou em um susto, um barulho alto, um TREC. Ele espiou por cima do sofá. A casa estava escura, mas a luz da rua iluminava a silhueta presa a uma das armadilhas, a pessoa tentava se libertar, mas aquilo só o feria mais. O homem _ pela voz grossa _ berrava de dor pelas pontas afiadas da armadilha que perfuravam sua perna.
Leo ficou sem reação, não sabia se confrontava o provável Papai Noel, ou se chamava os pais, esta ultima opção sequer fora necessária, pois os gritos do homem preso chamaram a atenção dos pais de Leo, que desceram as escadas as pressas ver do que se tratava. A única luz da casa foi acesa e mostrou com clareza o rosto do homem que não se parecia em nada com o bom velhinho. Era barbudo sim, mas uma barba crespa e negra, os cabelos eram desgrenhados e as roupas eram familiares, um simples macacão listrado.
Os acontecimentos seguintes são conhecidos até hoje pelos moradores aqui da cidade, além do mais, foi publicado no jornal da época. Também me lembro do anunciado “menino captura ladrão, fugitivo da policia, com armadilhas de urso e é considerado herói pela grata população”. É, naquele ano Leo conseguiu o que desejava, a população da cidade lhe deu muitos e muitos presentes, gratos pelo fato heróico do menino de apenas nove anos, que teve a coragem de capturar um bandido no meio da noite com armadilhas de caça! O que poucos sabem, é que esse fato heróico começou com uma simples e má ideia de caçar o Papai Noel e obriga-lo a dar bons presentes.


Espero que tenham gostado, fiz rapidinho para não deixar essa data passar em branco (e por que o Mateus me encheu o sa.., kk), BJS e comentem o que acharam ;)